Neste sábado (24/10) estudaremos o capítulo 10 do livro Vida e Sexo (Segue abaixo). Além dele, o Thiago e eu encontramos outras referencias para enriquecer nossa discussão, que tbm estamos mandando pra vcs, para lerem antes se quiserem:
Vejam este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=J-TC4y9g0Xg
Abraços queridos!!!!
Nélli
Capítulo 10 - FILHOS
Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O
corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já
existia antes da formação do corpo.
Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe
fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento
intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir. Do item 8, do Cap. XIV, de "O
evangelho Segundo o Espiritismo"
Entre os casais, surge comumente o problema do
abandono, pelo qual o parceiro lesado é compelido à carência afetiva. Criaturas
integradas na comunhão recíproca, o afastamento uma da outra provoca, naturalmente,
em numerosas circunstâncias, o colapso das forças mais íntimas naquela que se viu
relegada a escárnio ou esquecimento. Justo observar que toda criatura prejudicada
usufrui o direito de envidar esforços na própria recuperação. Análogo princípio
prevalece nas conjunções do sentimento, sempre efetuadas com fins determinados em
vista. O companheiro ou a companheira menosprezada no círculo doméstico detém a
faculdade de refazer as condições que julgue necessárias à própria euforia, com base na
consciência tranqüila. Não existem obrigações de cativeiro para ninguém nos
fundamentos morais da Criação. Um ser não dispõe de regalias para abusar
impunemente de outro, sem que a vítima se veja espontaneamente liberta de qualquer
compromisso para com o agressor. Em matéria afetiva, porém, se a união sexual trouxe
filhos à paisagem terrestre, é razoável que as Leis da Vida reconheçam na criatura
lesada a permissão de restabelecer a harmonia vibratória em seu mundo emotivo,
logicamente dentro da ética que sustenta a tranqüilidade da vida intima; entretanto,
essas mesmas Leis da Vida rogam, sem impor, às vítimas da deslealdade ou da
prepotência que não renunciem ao dever de amparar os filhos, notadamente se esses
filhos ainda não atingiram a puberdade que lhes traçará começo à compreensão dos
problemas sexuais que afligem a Humanidade. Em sobrevindo semelhantes crises, haja
no parceiro largado em desprezo uma revisão criteriosa do próprio comportamento para
verificar até que ponto haverá provocado a agressão moral sofrida e, embora se
reconheça culpado ou não, que se renda, antes de tudo, à desculpa incondicional, ante o
ofensor, fundindo no coração os títulos ternos que tenha concedido ao companheiro ou à
companheira da comunhão sexual no título de irmão ou de irmã, de vez que somos
todos espíritos imortais, interligados perante Deus, através dos laços da fraternidade
real. Aprenda o parceiro moralmente danificado que só pelo esquecimento das faltas uns
dos outros é que nos endereçaremos à definitiva sublimação e que nenhum de nós, os
filhos da Terra, está em condições de acusar nos domínios do sentimento, porquanto os
virtuosos de hoje podem
ter sido os caídos de ontem e os caídos de hoje serão possivelmente os
virtuosos de amanhã a quem tenhamos talvez de rogar apoio e bênção, quando a Justiça
Eterna nos venha descerrar a imensidão de nossos débitos, acumulados em existências
que deixamos para trás nos arquivos do tempo. Homem ou mulher em abandono, se tem
filhos pequeninos, que se voltem, acima de tudo, para essas aves ainda tenras do pábulo
doméstico, agasalhando-as sob as asas do entendimento e da ternura, por amor a Deus e
a si mesmos, até que se habilitem aos primeiros contactos conscientes com a vida
terrestre, antes de se aventurarem à adoção de nova companhia; isso porque podem usar
a atribuição natural que lhes compete, no que se refere a possíveis renovações, sem se
arriscarem a agravar os problemas dos filhos necessitados de arrimo e sem complicarem
a própria situação perante o futuro.